sábado, 29 de junho de 2019

Incrível foto do vulcão Raikoke feita na Estação Espacial mostra erupção

Com elevação de 551 m e área de 4,6 km², a ilha-vulcão Raikoke é uma formação vulcânica no meio do mar, perto das Ilhas Curilas, no noroeste do Oceano Pacífico. A ilha é desabitada.
Depois de 95 anos de dormência, esse vulcão acaba de entrar em erupção novamente, e as enormes nuvens de cinzas ficaram visíveis da Estação Espacial Internacional.
As imagens mostram a nuvem de cinzas cercada por um anel de nuvens brancas, provavelmente vapor de água condensando do próprio ar ou da água do mar, caso haja lava entrando no oceano. Essas informações são do especialista em vulcões da Universidade Tecnológica de Michigan, Simon Carn.
O período de dormência do vulcão terminou às 4h (horário local) do dia 22 de junho, quando uma grande nuvem de cinzas e gazes vulcânicos explodiu a partir da cratera de 700 m de diâmetro.
Essa nuvem foi identificada por satélites e pelos astronautas da EEI, que fizeram uma fotografia da erupção. Na imagem, é possível ver a “região do guarda-chuva”, a área em que a densidade da nuvem de cinzas e do ar é equalizada, e a nuvem para de subir.
No mesmo dia, o satélite Terra da NASA fez a segunda imagem, que mostra uma região mais concentrada de cinzas na parte oeste da nuvem.
Depois de uma explosão de atividade, ventos fortes espalharam as cinzas pelo Pacífico e o vulcão voltou a se acalmar. No dia seguinte, apenas uma nuvem fraca permanecia visível.

Créditos: Hypescience

Descoberta nova propriedade da luz: o autotorque

Pesquisadores espanhóis descobriram que a luz possui uma nova propriedade, que eles batizaram de autotorque.
Esta descoberta abre possibilidades empolgantes em aplicações relacionados à luz, dos aparelhos de consumo aos equipamentos científicos e às telecomunicações por fibra óptica.
Além das muitas propriedades conhecidas - como intensidade e comprimento de onda -, a luz pode ser torcida, possuindo o que é conhecido como momento angular - os fótons viajam em linha reta, mas girando em torno do eixo do feixe de luz.
Feixes de luz transportando momento angular altamente estruturado, conhecido como momento angular orbital (OAM), são conhecidas como feixes de vórtice.
A intensidade desses feixes, que têm uma forma semelhante a um anel, tem aplicações em comunicações ópticas, microscopia, óptica quântica e manipulação de micropartículas.
Sabendo desse giro da luz torcida, Laura Rego e colegas da Universidade de Salamanca se perguntaram se esse giro dos fótons não poderia funcionar de uma forma dependente do tempo.
Pode, e é justamente nisso que consiste o autotorque: Feixes de luz com torque próprio possuem um momento angular que muda continuamente no tempo. Em outras palavras, a luz não apenas torce, mas tem um grau diferente de torção ao longo do comprimento do feixe.
Os feixes se parecem com um croissant, contendo mais de uma oitava de valores de momento angular orbital ao longo do pulso de luz.
"Esta é a primeira vez que alguém previu ou até mesmo observou essa nova propriedade da luz," disse Laura. "Por exemplo, achamos que podemos modular o momento angular orbital da luz da mesma forma que a frequência é modulada nas comunicações."
Se isso for realmente possível, as telecomunicações poderão dar um salto de velocidade, permitindo colocar muitos mais dados nas mesmas fibras ópticas.
Além disso, esse novo modo da luz abre novas perspectivas para as pinças ópticas, minúsculos raios tratores usados para aprisionar de nanopartículas a células.

Créditos: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 28 de junho de 2019

China ignora sanções dos EUA e 'abre porta' para petróleo iraniano, indica mídia

Anteriormente, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que não haveria uma extensão das isenções envolvendo o petróleo iraniano.
Isso envolveria o fornecimento do petróleo iraniano para a China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Turquia, ameaçando esses países com sanções, caso comprem o produto iraniano.
O petroleiro iraniano Salina atracou no Complexo de Refino e Química Jinxi, China, perto de Pequim, aparentemente desafiando as sanções norte-americanas sobre exportações de Teerã, segundo o The Washington Times.
O portal Bourse & Bazaar, que acompanha a economia iraniana, relatou que o navio de médio porte Suezmax, pertencente à empresa estatal iraniana de petroleiros, deixou o terminal iraniano em maio e chegou ao porto de Jinzhou no dia 20 de junho.
Espera-se que diversos outros petroleiros iranianos transportem petróleo para a China nas próximas semanas, entretanto, autoridades do país asiático não comentaram o assunto.
O petroleiro iraniano teria iniciado o transporte de petróleo para a China no dia 2 de maio, mesmo dia em que as isenções para os compradores de petróleo iraniano estavam prestes a expirar.
Anteriormente, Donald Trump anunciou que a isenção não seria prorrogada e que sanções seriam aplicadas aos países que comprassem o petróleo iraniano.
Um encontro entre os líderes norte-americano e chinês deve ocorrer na cúpula do G20 no Japão, onde discutirão diversos assuntos, como Irã e a guerra comercial entre os dois países.

Créditos: Sputnik

Cientistas crescem folículos capilares funcionais a partir de células-tronco em ratos

Um estudo do Instituto de Descoberta Médica Sanford Burnham Prebys (Califórnia, EUA) conseguiu desenvolver folículos capilares funcionais – que se parecem mesmo com cabelo real – na pele de ratos, um avanço que poderia levar à cura da calvície, condição que atinge milhões de pessoas no mundo todo.
“Nosso novo protocolo supera os principais desafios tecnológicos que até agora impediam a descoberta de ser usada no mundo real”, explica Alexey Terskikh, professor da Sanford Burnham Prebys e diretor científico de uma companhia recém-fundada que licenciou a tecnologia, Stemson Therapeutics. “Agora temos um método robusto e altamente controlado para gerar cabelo de aspecto natural que cresce através da pele usando uma fonte ilimitada de células de papila dérmicas derivadas de iPSC [células-tronco pluripotentes induzidas] humanas. Este é um avanço crítico no desenvolvimento de terapias para perda de cabelo baseadas em células e no campo da medicina regenerativa”.
Em 2015, a equipe de Terskikh, liderada pela Dra. Antonella Pinto, cresceu cabelo de forma subcutânea em ratos com sucesso. O problema é que o processo se mostrou difícil de controlar.
Agora, os cientistas conseguiram refiná-lo a ponto de criar papilas dérmicas – o tipo de célula que fica dentro do folículo capilar, responsável pelo ciclo de crescimento, espessura e comprimento do cabelo – através da pele dos animais.
O processo foi realizado em ratos imunodeficientes que não possuíam nenhum pelo. Para fazer o cabelo crescer, os pesquisadores utilizaram uma mistura de células epiteliais do animal com papilas dérmicas humanas.
A abordagem usa uma estrutura feita do mesmo material biodegradável utilizado como fio para costurar pacientes após cirurgias. A estrutura é como uma “fôrma” que controla a direção para onde o cabelo cresce, ajudando-o a se adaptar e atravessar a barreira natural da pele.
A equipe já está trabalhando em laboratório para derivar papilas dérmicas de células epiteliais humanas, tornando o processo apto para transplante na pele humana.
A vantagem desta abordagem é que as iPSC humanas fornecem um suprimento ilimitado que pode ser coletado com simples exames de sangue.
“A perda de cabelo afeta profundamente a vida de muitas pessoas. Estou ansioso para avançar com esta tecnologia inovadora, que poderia melhorar a vida de milhões de pessoas que lutam contra a queda de cabelo”, afirmou o cirurgião plástico Richard Chaffoo, consultor médico da Stemson Therapeutics.
Os resultados do estudo foram apresentados na reunião anual da Sociedade Internacional para Pesquisa de Células-Tronco (ISSCR, na sigla em inglês).

Créditos: Hypescience