sábado, 30 de novembro de 2019

Jovem de 14 anos resolve ponto cego dos carros e leva prêmio de R$ 100 mil

Os fabricantes têm tentado diferentes soluções para reduzir os pontos cegos, como é o caso do novo Honda Fit. Mas a questão, que parece tão complicada para os fabricantes, parece ter encontrada uma solução simples graças a uma inventora com 14 anos de idade.
A jovem Alaina Gassler, de West Grove, no estado norte-americano da Pensilvânia, criou um sistema com webcam e projetor para resolver as falhas de visibilidade de um veículo.
Ela instalou a câmera na parte externa da coluna A, no ângulo de visão do motorista. Na parte interna, peças feitas por uma impressora 3D criaram a base ideal para alinhar a imagens ao vivo do projetor com a linha da estrutura. Com isso, foi possível transmitir em tempo real para o condutor tudo que está passando atrás da coluna.

Créditos: 4 Rodas

ESQUELETOS INFANTIS USANDO 'CAPACETES' DE CRÂNIOS SÃO ENCONTRADOS

Um grupo de arqueólogos encontrou, durante escavações pela costa central do Equador, túmulos com mais de 2 mil anos de existência, pertencentes à cultura Guangala. No total, foram encontrados restos de onze indivíduos, porém dois deles chamaram bastante atenção por ter ornamentos curiosos ao redor do crânio.
Os enfeitados eram restos de bebês e estavam equipados com uma espécie de "capacete" formado por crânios de outras crianças mortas. Os pesquisadores avaliaram que tais ossos eram pertencentes à crianças mais velhas sem a carne corporal completamente deteriorada e que o processo era parte de um ritual funerário onde o propósito da camada cranial era "fortalecer" as cabeças de mortos prematuramente, além de estar relacionado ao renascimento dos falecidos.
Sara Juengst, estudiosa do caso e professora assistente da Universidade da Carolina do Norte foi a responsável por reconhecer as camadas de crânio e, dessa maneira, iniciar o processo de identificação "de descobertas mais detalhadas sobre a idade dos indivíduos primários e do crânio extra". Dessa forma, as conclusões levaram a crer que o primeiro bebê havia falecido aos 18 meses de idade e que estava utilizando o capacete com crânios de um jovem de 4 a 12 anos, e o segundo, morto com cerca de 9 meses, utilizava adornos de uma criança morta aos 10 anos.
As análises também detectaram que ambos os corpos apresentavam uma total ausência de marcas físicas de traumas ou atitudes violentas e seu sexo era incapaz de ser determinado. Sobre o ritual, um pouco mais foi percebido sobre ele, apesar de muito ainda estar entre as sombras e, possivelmente, difícil de decifrar, pois ao redor dos corpos, poucos itens foram encontrados, como pedras e objetos pessoais, mas sem alguma relação concreta sobre suas funções.
A cultura Guangala, que ocupou os territórios nordeste da província de Manabí até as províncias de Santa Elena e Guayas, alncançando também os territórios do extremo leste de Chongón e Colonche, vivia em locais próximos a abastecimentos de água, como quedas de rios. Herdeira da tradição Chorrera, era especialista no manejo da cerâmica e materiais naturais como pedras e metal e sua distinção era a vocação para a fabricação e utilização de instrumentos musicais. Foi reconhecida durante período de Desenvolvimento Regional entre 500 a.C. e 500 d.C.

Créditos: Megacurioso

Partícula procurada há 40 anos finalmente dá sinais de existir

Cientistas finalmente encontraram traços de áxion, uma partícula que raramente interage com a matéria normal. Esta partícula foi prevista há 40 anos, mas não havia dado nenhum sinal real de existência até agora. Pesquisadores acabam de encontrar assinaturas matemáticas da presença dela em um material terráqueo.
A importância do áxion é que ele possivelmente faz parte a matéria escura. Assim como a matéria escura, ele não consegue interagir com a matéria normal. Isso torna o áxion, se ele realmente existir, extremamente difícil de ser detectado.
Por causa dessa dificuldade na detecção, os pesquisadores decidiram usar um material muito estranho chamado de matéria condensada para tentar captar indícios de sua existência.
Esta partícula age como uma onda de elétrons em um semimetal supergelado. Elas são encontradas como vibrações coletivas em materiais que se comportam e respondem exatamente como esta partícula faria.
Os pesquisadores explicam que decidiram procurar pela partícula na Terra pela possibilidade de controlar melhor aqui o ambiente experimental. “Você espera o evento acontecer e tenta detectá-lo. Eu acho que uma das coisas belas de aplicar esses conceitos de física de alta-energia em matéria condensada é que você consegue fazer muito mais”, aponta o co-autor Johannes Gooth, do instituto Max Planck (Alemanha).
A equipe de pesquisadores trabalhou com um semimetal Weyl, um material especial em que os elétrons se comportam como se não tivessem massa e também não interagem entre si. As ondas de vibrações que viajam pelos cristais são chamados de fônons. Gooth e seus colegas observaram fônons no cristal de elétrons que respondiam aos campos elétrico e magnético exatamente como os axônios são previstos.
“É encorajador ver que essas equações são tão naturais e convincentes que elas acontecem na natureza em pelo menos uma circunstância”, afirma o físico e vencedor do Nobel Frank Wilczek, a pessoa responsável por nomear o áxion em 1977. “Se soubermos que há alguns materiais que hospedam áxions, talvez o material que nós chamamos de espaço também abrigue áxions”, diz ele ao Live Science. Wilczek não está envolvido na pesquisa recente.

Créditos: Hypescience

DESCOBERTOS SINAIS DA EXISTÊNCIA DE UMA 5ª FORÇA DA NATUREZA

De acordo com um estudo recém-publicado por cientistas do Instituto de Pesquisas Nucleares da Hungria, o time encontrou evidências da existência de uma 5ª força fundamental da natureza – uma além das 4 já conhecidas, ou seja, a gravidade, o eletromagnetismo, a força nuclear forte e a força nuclear fraca. A pesquisa ainda precisa passar pelo exigente crivo da comunidade científica, mas, se os físicos húngaros estiverem certos, sua descoberta pode ter consequências dramáticas e mudar o nosso entendimento sobre o Universo.
Na realidade, cientistas do mesmo instituto anunciaram há alguns anos que tinham encontrado vestígios de uma 5ª força de interação ao estudar a degradação de um isótopo radioativo – o berílio-8. Na ocasião, os pesquisadores conduziram experimentos para observar como o isótopo emitia luz conforme se decompunha, mas, no lugar de o elemento se comportar como esperado, algo bem estranho ocorreu durante os testes.
Segundo explicou Attila Krasznahorkay, o cientista que lidera a equipe, o esperado é que, quando a luz emitida é energética o suficiente, ela se converta em um elétron e um pósitron que, por sua vez, se repelem – apresentando um ângulo que os pesquisadores conseguem estimar.
Mais especificamente, com base na Lei de Conservação de Energia, conforme a energia de produção dessas 2 partículas aumenta, o ângulo entre elas deve diminuir. No entanto, o time de Attila observou exatamente o contrário nos testes, algo que não conseguiram explicar a partir do entendimento que se tem hoje da Física, indicando a interação de uma força da natureza desconhecida.
O detalhamento foi publicado no renomado periódico científico Physical Review Letters, em 2016 e, agora, os cientistas encontraram novas evidências dessa mesma força, desta vez ao realizar experimentos com átomos de hélio – e batizaram a partícula que hipoteticamente a contém de X17.
As evidências deverão ser examinadas e mais experimentos conduzidos, mas, se os dados estiverem corretos e os resultados forem replicados – confirmando a existência da 5ª força da natureza –, pode, por exemplo, que os físicos consigam, por fim, desvendar o mistério por trás da matéria escura. Aliás, se esse for mesmo o caso, há quem aposte que os húngaros levarão um Nobel por sua descoberta.

Créditos: Megacurioso